Simulação de seguro: o que ter em conta?
A entrada em vigor da Lei das 125 fez aumentar a venda de motociclos em mais de 30 por cento, o que levou as seguradoras a terem de considerar remodelar as suas regras de concessão de seguros a estes veículos, tornando os critérios mais flexíveis. Assim, o que há alguns anos a esta parte era uma tarefa quase impossível – comprar um seguro moto – acaba de ficar mais simples, ainda que isso signifique que tenha ficado muito mais barato.
Hoje em dia, já mais de uma dezena de entidades têm seguros de motos próprios, com vantagens e desvantagens que devem ser pesadas, até porque face à concorrência instalada, quem ganha é o consumidor. Mas para isso há que averiguar o mercado. Por isso, vale a pena realizar o máximo de simulações possíveis, de forma a que se consiga obter o melhor preço pelas coberturas que se pretendem contratar. O segredo é “viajar” pelas várias companhias e ir comparando opções e preços, de preferência colocando estas características lado-a-lado. Poderá ter a tarefa facilitada visitando a nossa página de simuladores. Continuar a ler
Quanto custa um seguro moto?
Não é novidade que fazer um seguro para um motociclo fica dispendioso, além de que é uma “missão quase impossível” – opinião da própria DECO. Apesar disso, com alguma persistência poder-se-á conseguir alcançar esse intento, desde que se não se desista às primeiras respostas negativas e se possua o dom da perseverança.
Se encontrar uma seguradora hoje em dia é difícil, essa tarefa já foi bastante mais complicada. Actualmente é relativamente mais simples – não que seja imediato ou feito (quase) sem esforço – devido à entrada em vigor da denominada Lei das 125, instituída há oito meses atrás pelo Governo. Esta norma nacional habilita todos os automobilistas a conduzir motociclos até 125 centímetros cúbicos (cc), sem que estes tenham de realizar e aprovar no exame de condução deste veículo.
O novo estatuto do condutor deu mesmo um impulso de mais de 30 por cento nas vendas de motociclos, ciclomotores e quadriciclos, segundo os últimos dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP). A razão deste acréscimo é muito simples de compreender: mais facilidade de circulação em aglomerados urbanos (com evasão a filas em horas de ponta), maior mobilidade, maior facilidade de estacionamento e mais locais onde o fazer, menos dinheiro gasto em combustível e, acima de tudo, sem imposto de circulação. Estas são, segundo aquela entidade do sector dos transportes, as principais razões do crescimento de motociclistas em território luso.
Face ao novo panorama, as seguradoras viram neste “fenómeno” emergente uma oportunidade de negócio. Já começaram a ser elaborados planos de crédito especializado para a aquisição de motos (que existiam anteriormente, mas menos “generoso” e mais difícil de obter) e seguros personalizados para as mais predominantes categorias motociclos em circulação. Em tempos de crise, uma nova tendência em crescimento é sempre uma ocasião e não perder, e as entidades de seguros não negaram esta “porta aberta”.
O seguro moto mais acertado
Em termos de exemplos práticos, se optar pela LOGO Moto terá uma proposta fechada, sem hipótese de personalizar ou adicionar quaisquer tipos de extras. Esta alternativa inclui somente as coberturas básicas de responsabilidade civil obrigatória e assistência em viagem, a partir do quilómetro zero. É fácil, barato e ideal para quem pretende o mínimo, mas insuficiente para quem procura muito.
Já no caso da OK! Teleseguros, o seguro moto não existe de forma independente. A única possibilidade para o adquirir é através do OK Família, que vem com uma vantagem: desconto de 20 por cento no prémio total do seguro de todos os veículos lá de casa, quando aglomerados neste pacote familiar. As coberturas no módulo base são as de responsabilidade civil, assistência em viagem e protecção jurídica. Poderá ainda juntar-lhe o seguro a danos próprios e acidentes pessoais. No entanto, a empresa está a ponderar avançar com um seguro separado para as motos, ainda no decorrer deste ano.
Estes dois últimos casos são bastante particulares do seu ponto de vista específico. Enquanto que a LOGO representa a alternativa mais acessível, mas também a mais limitada, a OK! Teleseguros propõe uma opção incorporada numa perspectiva exclusivamente familiar. Mas, naturalmente, não são apenas estas as alternativas de mercado, especialmente desde a saída e consequente aplicação prática da Lei 125. Porém, são as mais particulares em termos de concessão, nas suas respectivas mais-valias facultadas.
Do outro lado da “barricada”, aparecem as duas entidades do Grupo Caixa Geral de Depósitos (Império Bonança e Fidelidade Mundial) e a Allianz, as melhores escolhas no que diz respeito à base da responsabilidade civil. Entre estas, a variação do valor do seguro está dependente do facto de ser ou não cliente, idade do locatário e registo de infracções este último. Nestas três companhias, poderá usufruir do melhor serviço a este nível de coberturas.
Poderá sempre aceder aos simuladores seguro Moto e fazer as suas comparações.
A melhor opção possível
Não esquecendo os prós e contras de cada uma das seguradoras, o mais importante a ter em conta na sua decisão de que seguro contratar, é o que pretende no seu seguro. Embora não existam tantas hipóteses de construir um à sua medida, como acontece no caso dos automóveis, começam já a surgir propostas “generosas”, quando comparamos as actuais opções com as de há uns anos a esta parte. Por isso, resta-lhe perceber aquilo que deseja no seguro moto e começar a prospecção de mercado nesse sentido.
Para obter o melhor, ao melhor preço, faça o máximo de simulações possível e consulte as próprias agências depois de concretizar esta tarefa. Confronte-as com as propostas que consegue em outras entidades e solicite uma contra proposta, tentando “puxar a brasa à sua sardinha”, esgrimindo argumentos retirados das possíveis vantagens que lhe sejam oferecidas no melhor seguro que tem em mãos.
Se já tiver outros veículos segurados, antes de assinar o contrato, não se esqueça de recorrer à companhia onde possui esse seguro, pedindo-lhe também uma simulação. A consolidação de seguros é uma prática cada vez mais em voga. No final, avalie calmamente todas as alternativas de que dispõe e contrate a que se adequar mais às suas necessidades e possibilidades financeiras. Estes são os derradeiros pressupostos. A escolha acertada, fica a seu cargo.
Dificuldade de fazer um seguro moto
Encontrar um seguro para um motociclo nem sempre é fácil. Poder-se-á mesmo dizer que é bastante complicado, seja sob que condições for. E mesmo quando se consegue um seguro moto, o mais provável é que o valor seja quase proibitivo ou, no mínimo, muito pouco atraente. No final, acaba por ser uma árdua tarefa a procura de uma empresa que lhe faça um seguro moto, mais ainda uma entidade que, além de lho conceder, lhe ofereça um preço razoável pelas condições concedidas.
Um dos maiores entraves à contratação de um seguro para a sua moto, e um dos argumentos mais usados pelas empresas, é a natureza dos riscos envolvidos. Em termos práticos, a possibilidade de ocorrências é mais de 60 por cento cento superior à possibilidade de ocorrências nos automóveis, ainda que a maioria dos incidentes seja de danos ínfimos e, na maioria dos casos, sem envolvimento de terceiros, ao contrário do que acontece nos carros. Ainda assim, o resultado destas “menos-valias” dos veículos duas rodas são as controladíssimas e apertadas condições de subscrição dos seguros. Continuar a ler