A entrada em vigor da Lei das 125 fez aumentar a venda de motociclos em mais de 30 por cento, o que levou as seguradoras a terem de considerar remodelar as suas regras de concessão de seguros a estes veículos, tornando os critérios mais flexíveis. Assim, o que há alguns anos a esta parte era uma tarefa quase impossível – comprar um seguro moto – acaba de ficar mais simples, ainda que isso signifique que tenha ficado muito mais barato.

Hoje em dia, já mais de uma dezena de entidades têm seguros de motos próprios, com vantagens e desvantagens que devem ser pesadas, até porque face à concorrência instalada, quem ganha é o consumidor. Mas para isso há que averiguar o mercado. Por isso, vale a pena realizar o máximo de simulações possíveis, de forma a que se consiga obter o melhor preço pelas coberturas que se pretendem contratar. O segredo é “viajar” pelas várias companhias e ir comparando opções e preços, de preferência colocando estas características lado-a-lado. Poderá ter a tarefa facilitada visitando a nossa página de simuladores.

A grande maioria das seguradoras ainda só dispõe de seguro com os “serviços mínimos” exigidos por lei. Ou seja, permanecem com as propostas de perdas materiais até 600 mil euros e danos corporais até 1,2 milhões de euros. Isto equivale a dizer que não dão margem de nem mais um cêntimo relativamente ao mínimo exigido na legislação nacional. Logo aí, há uma limitação óbvia e uma discrepância grande entre motociclos e automóveis. Mas nem tudo é mau, visto que já existem seguradoras com alternativas cada vez mais completas e menos discriminatórias para os motociclistas, sendo, portanto, essencial, pesquisar as alternativas existentes no mercado.

Cuidados ao fazer a simulação de seguro a motociclos
Ao fazer a simulação de seguro auto, há que ter determinados cuidados, para que no final se obtenha o preço mais justo pelas coberturas que se está a pedir. Assim, é crucial eliminar todas aquelas opções que são inúteis no geral, ou que não lhe farão a mínima diferença a si. Para isso basta escolher que tipo de seguro pretende, revendo posteriormente as marcações que seleccionou, para evitar valores que não têm razão de ser.

Como ponto de partida inicial, recorde-se que as seguradoras têm os preços mais reduzidos para as cilindradas mais baixas, como é natural. Outro pormenor importante é que os contratos se fazem quase exclusivamente para motociclos quilómetro zero, pelo que se deve pensar em fazer seguro mesmo antes de utilizar o veículo. Esta é mais uma das (grandes) diferenças face ao seguro automóvel, assim como o facto de uma grande percentagem das seguradoras também não dar garantias algumas de renovação do acordo. Ou seja, ao fazer o seguro verifique igualmente a existência da hipótese de renovação do seguro e active-a, caso pretenda prolonga indefinidamente o contrato. Lembre-se de um dos pressupostos base das companhias: concessão ao quilómetro zero. Depois de utilizada, ser-lhe-á mais difícil alcançar um acordo.

Referidos os detalhes mais importantes, falta agora enumerar alguns dos extras que se podem adicionar aos seguros moto e que variam consoante a seguradora. Algumas só fazem contratos básicos (Responsabilidade Civil: danos materiais e corporais), outras permitem a inclusão de vários extras que encarecem o valor do prémio. No entanto, alguns poderão ser necessários e, lutando o sector motorizado pela igualdade na concessão de seguros, naturalmente que têm de ser considerados estes adicionais, ou esta “luta” não faria sentido nenhum. De entre as alternativas, as opções mais caras são as coberturas para furto ou roubo; ocupantes de viatura; choque, colisão ou capotamento e incêndio, raio ou explosão. Por norma, há diferenças de preço algo acentuadas entre as seguradoras, mas isso também depende bastante da marca, modelo e cilindrada do motociclo. Ainda de considerar são as coberturas para fenómenos da natureza; riscos sociais; danos no capacete e quebra de luzes. Há ainda algumas empresas que dão assistência em viagem e protecção jurídica no pacote base, outras podem fazê-lo, mas terá de ser adicionado o serviço.

No momento de fazer contas às simulações e ver qual é a melhor, não se esqueça de verificar se a seguradora onde já tem o seu carro, casa ou outro bem assegurado, não faz igualmente a seguros de motociclos ou mesmo consolidação de seguros. Consulte ainda a sua entidade bancária, uma vez que algumas oferecem vantagens se acrescentado mais um serviço. Os melhores conselhos passam por pesar todas as opções antes de fazer o contrato e não descartar nenhuma possibilidade à partida, considerando todas as hipóteses que possam existir.

 

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